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PARA SER MAIS COMPETITIVO E APRESENTAR UM SERVIÇO DIFERENCIADO AO MERCADO

Certificação OEA
por Germaine Lillian Robinson

Ao contrário do que muitos imaginam de que esta é mais uma certificação “em moda”, cujo resultado para a empresa pode ser questionado em um momento de crise como a que o Brasil está passando, trata-se, no entanto, de uma mudança organizacional na forma de prestar o serviço pelos diversos setores da empresa, e que acaba contribuindo para a melhoria da imagem corporativa, e também da qualidade de prestação de serviço, baseado no modelo de Gestão de Risco.

 

A partir do momento em que os empregados da empresa começam a trabalhar pensando, e aplicando, gestão de risco, o seu negócio se torna mais robusto, melhorando a qualidade dos serviços oferecidos ao mercado, e reduzindo os custos inerentes aos riscos do negócio em toda a sua amplitude.

 

A Certificação OEA é um “carimbo” internacional, através do qual você mostra ao Mercado que está incluso nessa “nova geração de empresas”, mais moderna, com “outro foco”, com outra postura, e que dá garantias de qualidade de serviço que o mercado tanto busca. Quando se fala em “garantias”, se fala em garantir a integridade da carga do início ao fim, da origem ao destino, e que não se limita aos perímetros da empresa. O fluxo da carga tem que estar garantido no sentido mais amplo. Só como exemplo, não podemos ter falhas sistêmicas atrapalhando este fluxo. Também não podemos ter riscos de desvio da carga, quer seja por roubo ou por falha no processo. Temos que conseguir colocar a carga no início do “duto” que a levará ao destino sem qualquer intervenção indesejada ou não prevista. Este é o novo modelo de negócio do comércio exterior.

 

E o Processo da Certificação OEA nos garante atingirmos tal nível ? Sim desde que corretamente implantado. Isso porque os profissionais que assessoram essa implantação devem ter experiência do negócio do cliente – devem ter vivenciado na prática o negócio sobre o qual será proposta a Certificação OEA, e devem ter total conhecimento sobre os projetos e expectativas da Receita Federal, órgão responsável pela implantação da Certificação OEA no Brasil.

 

Um dos grandes erros que vem ocorrendo é que as empresas, por se tratar de uma Certificação de cunho legal, procuram realizá-la através de empresas de advocacia, o que na realidade é um erro. Os advogados devem ser chamados para participar do processo, porém existe a necessidade do conhecimento operacional e aduaneiro, além da experiência em gestão de risco propriamente dito. A escolha do fornecedor que irá assessorar a empresa é fundamental para o sucesso da Certificação.

 

E o que é esse processo da Certificação ? É uma revisão geral da sua empresa para verificar, e corrigir, os processos como eles estão sendo conduzidos, a qualificação dos profissionais da empresa, o compromisso dos fornecedores, a qualidade e segurança dos sistemas, a implantação e manutenção do sistema de gestão de risco, a segurança das instalações, entre outros. Trata-se de “passar a empresa a limpo”, “mexendo” com todos os departamentos. Trata-se de introduzir uma nova “consciência” na organização. Trata-se de corrigir distorções nunca dantes percebidas, ou assumidas como fazendo parte do negócio.

 

Este processo, mais do que tudo, tem que ser “acreditado” dentro da organização, quase como um novo dogma. A empresa deve “pensar” gestão de risco, deve antecipar, deve prevenir a ocorrência de falhas, erros, ou ações que coloquem em risco o fluxo da carga.

 

E por que eu devo propor a Certificação OEA na minha empresa ? Porque a sua empresa não opera de forma isolada. Ela faz parte de um conjunto de empresas que que atuam de forma direta ou indireta sobre a carga, e que devem garantir que a carga flua livremente por esse “duto”, para que comprador e vendedor tenham a certeza de terem feito um bom negócio, onde ambos, no futuro, busquem este mesmo “duto” para continuarem operando.

 

No futuro somente teremos “dutos” Certificados OEA, cuja diretriz é a mesma aplicada mundialmente nos diversos países que aderiram à Certificação OEA. Portanto este “duto” é uma MALHA MUNDIAL, e a sua empresa deve se unir a ela. É um caminho sem volta, um novo modelo de operação, em que as empresas que ficarem fora dessa MALHA serão automaticamente excluídos desse mercado, e terão pouca chance de sobrevivência.