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Codesp quer liberação de mercadorias em seis dias

A TRIBUNA 16/06/2014

Reduzir de 17 para seis dias o tempo necessário para o desembaraço de mercadorias no Porto de Santos. Esta é uma das metas do diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Administração Portuária), Angelino Caputo. Segundo ele, o cais santista deve estar preparado para concorrer com os terminais de uso privado (TUPs) que se instalarem na região.

Hoje, são necessários, em média, 17 dias para a liberação de uma mercadoria importada, afirma Caputo. Segundo ele, portos estrangeiros desembaraçam suas cargas em um período entre cinco e seis dias.

Para alcançar esta meta, o presidente aposta na revisão dos processos portuários. O trabalho é feito desde 28 de abril por funcionários da estatal e por técnicos da consultoria Deloitte – que venceu a licitação aberta pela Secretaria de Portos (SEP) para avaliar os procedimentos da Codesp e do Porto. 
“Em seis meses, nós pretendemos ter todo o mapeamento teórico dos processos e as sugestões de implantação de revisão de processos. Aí, nós temos seis meses para implantar isso na prática, monitorar e fazer os ajustes necessários. Em um ano, a gente fecha esse trabalho”, afirmou.

  

Notícias de Comércio Exterior

Mercado continua aguardando um a definição para os Portos Secos. jä para os terminais portuários, estes terão que  focar no aumento da capacidade de movimentação, e no maior esforço de investimentos. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann disse: "Não adianta ter áreas pequenas. Não tem Terminal pequeno. Tem escala. O jogo é grande. Cada vez mais teremos navios maiores, com uma movimentação maior."

 

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Marinha reforça segurança do Porto e da costa da região para a Copa

A TRIBUNA 16/06/2014

Pela primeira vez, a Marinha do Brasil instalou, em Santos, um posto avançado de monitoramento e controle de embarcações que trafegam pelo estuário e pela baía da Cidade e na costa de Guarujá. Dois navios militares, de maior autonomia, auxiliam, desde a última semana, as operações, voltadas para a segurança do complexo portuário e das seleções de futebol hospedadas na região, durante a Copa do Mundo.

No litoral, o Sistema de Informações Sobre o Tráfego Marítimo (Sistram) é a principal ferramenta estratégica utilizada para manter a costa segura. Instalado provisoriamente no final do último mês, ele monitora, via satélite, toda e qualquer embarcação que trafega entre Santos e Guarujá, principalmente nas áreas do Porto e nas proximidades de onde estão as seleções visitantes: a do México, a da Costa Rica (as duas estão em hotéis do Gonzaga, em Santos) e a da Bósnia (em Guarujá).

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A redução de calado gera perda de R$ 2,2 bilhões ao Porto

A TRIBUNA 16/06/2014

Um total de US$ 963 milhões, cerca de R$ 2,19 bilhões, é o valor das perdas sofridas pelo setor com a redução do calado operacional (distância vertical da parte do navio que permanece submersa) do Porto de Santos entre os meses de janeiro e maio últimos. Os números fazem parte das estatísticas do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) e mostram ainda que cerca de 600 mil contêineres sofreram algum tipo de atraso no embarque no cais santista neste período.

Em janeiro, usuários do Porto de Santos foram pegos de surpresa com a redução do limite no calado operacional dos navios que escalam no complexo. A decisão, tomada pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), foi motivada pela falta de dragagem de manutenção no Trecho 1 do estuário, que fica entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca.

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Docas adia licitação de dragagem de manutenção do Porto

A TRIBUNA 16/06/2014

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) adiou a licitação para contratação da empresa que fará a dragagem de manutenção do Porto de Santos, no trecho que vai do Entreposto de Pesca à Alemoa. Inicialmente previsto para o próximo dia 26, o certame só irá acontecer no dia 3 de julho.
O objetivo da estatal com a concorrência é garantir a profundidade do canal de navegação interno até a conclusão da licitação do serviço pela Secretaria de Portos (SEP). E é justamente por conta do processo licitatório do órgão federal que a Docas adiou o pregão eletrônico.

De acordo com a Codesp, a dragagem de manutenção será responsável por eliminar pontos críticos de assoreamento nos trechos 2, 3 e 4 do canal, além dos acessos aos berços de atracação. O contrato terá validade de seis meses e uma cláusula rescisória, condicionada ao início das obras que serão licitadas pela SEP.

  

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Governo Federal pode liberar 42 terminais privados até o final do ano

A TRIBUNA 16/06/2014

O Governo Federal deve liberar a implantação de 42 terminais de uso privado (TPU) no Brasil até o final do ano, anunciou o ministro da Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República,  Antonio Henrique Silveira, durante audiência pública do Congresso Nacional, no início da semana. O evento foi organizado para que o titular da pasta federal explicasse a política portuária nacional e esclarecesse os atrasos na realização de processos licitatórios para o arrendamento de terminais públicos.
Segundo Antônio Silveira, a construção dos 42 TPUs representará um investimento de R$ 5,2 bilhões.
O ministro projeta que, com esses novos terminais e a licitação de outros 22 públicos – processo que ainda aguarda a autorização do Tribunal de Contas da União (TCU) –, o sistema portuário terá um aumento em sua capacidade logística equivalente à do complexo de Santos.

O titular da SEP ainda informou que o Governo analisa a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro de contratos de terminais já existentes que poderiam elevar o valor dos investimentos no setor para R$ 8,3 bilhões. “Estamos examinando com afinco e disponibilidade. É um trabalho grande que precisou de um modelo para reequilíbrio”, disse.